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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Novembro 2016: R$56.625,89

Sim, o patrimônio caiu =(

Apesar de ter feito um aporte de R$2188,64 o valor caiu R$8k em comparação ao mês anterior. Nada a ver com perdas nos investimentos, é que no fim do mês surgiu uma emergência de saúde e precisei emprestar dinheiro para um parente. Será devolvido em 2017 com certeza, porém não conseguirei finalizar o ano com R$70k como esperava (sim, estava com uma meta altinha até, rs).


Como falei anteriormente, os meus aportes em TD são voltados para a Planilha dos 27 anos.

E nesse mês consegui "adiantar" mais um ano. Teoricamente estou 19 anos à frente das economias, rs.

Até pensei em investir em alguma LCI ou CDB para aproveitar as promoções de Black Friday que algumas corretoras fizeram, mas acabei desistindo da ideia, pois parece que finalmente entramos numa espiral de queda dos juros.

Recebi meu 13º, mas como assumi recentemente o cargo, o valor é menos de 1/3 do salário, então não haverá nenhum aporte monstruoso em Dezembro, como eu gostaria de fazer.
Há boatos de que poderei receber um bônus até o fim do ano, torçam por mim, seria quase um 14º salário.

Abaixo um gráfico com as porcentagens da minha alocação.

Basicamente eu tenho 1% em renda variável (uma merrequinha que coloquei em um fundo multimercado) e o restante em renda fixa.

Como o Viver de Dividendos começou um ranking de renda passiva, resolvi contabilizar quanto já recebi este ano. Só contei os cupons do Tesouro Direto e o valor foi R$25,84.

Dezembro muito provavelmente terá um aporte mediano, de qualquer forma sigo confiante, apesar da dificuldade em sair do lugar, rs.

Com muita sorte eu termino o ano com 60k.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Dando uma olhadinha na corrida dos ratos...

Hoje vou contar a história da menina aportadora que anda cada vez mais contente com esse recente hábito de investir e não vê a hora de chegar logo aos primeiros 100k!
Centrada há meses, não fez uma compra de "supérfluo" que não tivesse uma justificativa válida (a calça para o novo emprego, UM tênis novo para substituir os 2 anteriores que estragaram). Mentira, ela comprou sim uma bRusinha, porque era linda demais e não resistiu e ficou perfeita e foi baratinha, e tinha estrelinhas, rs.

Mas falando sério. Antes de botar em prática que eu precisava parar de enfiar pequenas parcelas no cartão de crédito, meus gastos estavam focados especialmente em produtos de beleza. Shampoos, máscaras, leave-ins, ampolas mágicas, hidratantes... Hidratantes. A história de hoje é de como eu NÃO PRECISO comprar nenhum hidratante (de nenhum tipo: rosto, mão, pé, corpo) pelos próximos... 2 anos?
E mesmo sabendo disso o que eu fiz hoje?

Sim, senhoras e senhores, comprei um KIT com TRÊS PRODUTOS que eu não precisava. Nem estava querendo antes de ver. Sequer sabia da existência. Mas não resisti ao perfuminho.

Não sei se os homens sabem (ou entendem, rs), mas onde há um grupo grande de mulheres (no caso, meu emprego), sempre, SEMPRE, vai existir uma que vende um desses catálogos (Avon, Natura, Boticário, etc).
As vendedoras espertas (minha colega), não ficam apenas levando revistinhas, elas compram produtos e saem oferecendo pra todo mundo, sempre vai ter uma trouxa (eu) que vai acabar cedendo e comprando.

Mas esse post nem é pra me lamentar por um gasto de R$50, mas pra mostrar que as "armadilhas"dos "pequenos gastos" estão em todos os lugares e é necessário estar atenta o tempo todo. É muito fácil cair no chavão clássico do "eu mereço", ainda mais "um valor tão pequeno como esse" e "é só dessa vez, mês que vem não compro nada".

O que a gente merece, é pelo que dá valor. E se não dermos valor ao nosso rico dinheirinho AGORA, jamais conseguiremos usufruir dele no futuro, quando ele estiver vindo em nossa direção sem esforço algum, através da renda passiva e sem sequer precisar pensarmos nele.

Sei que "faça o que eu digo, não faça o que eu faço" não é ideal, mas também não é o fim do mundo se vez ou outra nos deixarmos levar e gastarmos em coisas desnecessárias. Só não pode ser uma constante.

Além do mais, foi maravilhoso dormir com o cheirinho do meu novo hidratante na pele, o namorado aprovou, rs.

P.S.: vou até deixar anotado aqui, quero só ver quanto tempo vai levar até eu sucumbir ao próximo hidratante. Se comprar algum produto do tipo de novo, relatarei aqui, rs.

sábado, 26 de novembro de 2016

Cegueira Financeira

Quando encontro algum blog novo e me interesso pelas postagens, começo a lê-lo do início. Gosto de ver a evolução do blogueiro, a experiência adquirida e o que mudou com o passar do tempo.

Ontem decidi novamente voltar a ler o Mr. Money Moustache, acredito que seja um dos mais famosos blogueiros que se aposentaram cedo (mais precisamente aos 30 anos). E foi através dele que eu ouvi falar na expressão "early retirement"pela primeira vez.

Voltando ao post de apresentação do MMM, parei para pensar na minha trajetória.

Não é segredo que apenas recentemente comecei a poupar com afinco e ainda tenho muito o que aprender. Porém por diversas vezes essa "oportunidade" de abrir os olhos me foi exposta e eu sempre a ignorei.

Comecemos pelo livro Pai Rico, Pai Pobre.
Acho que ainda não terminei a leitura, mas assim que o peguei pra ler, há uns meses, meu cérebro jogou um alerta dizendo "já li isso antes". Fiquei pensando quando na minha vida eu já havia lido aquelas primeiras páginas e então caiu minha ficha: no Ensino Médio eu tinha uma matéria chamada Contabilidade, lembro mais ou menos do conteúdo, mas sei que fixou muito facilmente o conceito de ativo e passivo e como eu achava aquilo interessante. Provavelmente a leitura do livro deve ter sido indicação da professora, afinal qual melhor autor pra nos fazer entender de uma vez por todas o que é um ativo e o que é um passivo?
Só que aos 14~15 anos eu não tinha maturidade para entender o significado real daquilo tudo, afinal, não trabalhava, não ganhava meu dinheiro e não dava real valor ao custo das coisas, pois eu não precisava ~lutar~ para consegui-las.

Depois ganhei uma graninha, uma espécie de herança, mas com um valor bem ridículo, algo em torno de R$10k.
Do alto da minha vasta sabedoria achei que "não faria como todo mundo". Já havia planejado tudo enquanto sonhava em ganhar na mega sena (mesmo sem jogar): era só deixar tudo na poupança e viver dos rendimentos, claro! hahahah
Resumo da história: outra oportunidade perdida de aprender a cuidar do dinheiro. Tinha na cabeça que quando tivesse muito dinheiro ia pagar alguém para administrá-lo (ó as ideia).
No fim das contas aos poucos fui gastando aquela grana. Claro que não era muito, mas a Poupança também não rende grande coisa, então já viu, rs. Só não me arrependo muito porque apesar de não saber o que fiz com a maior parte do dinheiro, foi com um pouco dele que comprei meu amado PC, que uso até hoje e me serve perfeitamente, apesar da insistência do meu namorado em dizer que eu deveria trocá-lo.

Um tempo depois de já ter gasto quase toda essa grana, apareceu uma oportunidade de comprar apartamentos na planta, num bairro novo e muito promissor. A construtora anunciava "preço de fábrica", era algo em torno de 27 a 30 mil reais. Se eu tivesse a grana na época, teria comprado. Não um, mas uns três. Avisei diversas pessoas da oportunidade, só não tive coragem de pedir o dinheiro emprestado, rs, mas ninguém me deu ouvidos. Menos de um ano depois e antes mesmo dos apartamentos serem entregues já estavam sendo vendidos por 60 a 80 mil reais. Hoje em dia estes mesmos aptos custam, em média, R$200k.

E então comprei o livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos do Cerbasi. Achei genial e muito interessante, mas botar em prática? Pfff.

Ano passado conheci o Mr. Money Moustache e foi então que a ideia de independência financeira passou a se "materializar" na minha mente. Já li diversos sites, blogs e livros dando dicas de valores que deve-se juntar para viver de renda. Porcentagens e mil cálculos mirabolantes, mas nunca vou esquecer da premissa básica do bigodão: junte 25x o valor anual de suas despesas e vai ficar tudo bem (ou quase).

Esses foram exemplos meus que lembrei, mas poderia citar de de conhecidos:

- a família que diz que vive bem com R$6k mensais, mas passa muito mais por isso pelas mãos e continua com dívidas, nome sujo e trocando financiamento (porque o carro é do banco até que se pague).

- a matriarca que ganha R$12k líquidos e diz que na verdade recebe "apenas 8k", porque o restante está comprometido com empréstimos descontados em folha (como se os empréstimos tivessem sido compulsórios e não uma escolha) e que nunca paga o valor total do cartão de crédito.

- o genitor que após a aposentadoria vendeu um  imóvel e enfiou tudo na bolsa de valores, passando os dias em frente ao home broker especulando para dar conta das despesas da casa, em vez de dizer "vâmo economizá, negada??"

- a colega de trabalho que não têm condições de manter um carro e mesmo assim insiste em tê-lo.

- a moça do salão de beleza que caiu no conto da Hinode.

- a amiga que já ganhou 200k de prêmio e não fez questão de aprender a gerenciar o próprio dinheiro.

Essa (falta de) visão que as pessoas têm do dinheiro é muito prejudicial. E é incrível como é fácil se deixar levar por ela, afinal, é o que a maioria faz e nós aprendemos pelo exemplo. Por isso não culpo tanto quem não consegue ver a vantagem de economizar agora pra não sofrer no futuro. Fico triste de não poder ajudar, mas se a pessoa não quer mudar, não quer ser ajudada, não há nada que eu possa fazer. Cada um tem seu tempo.

Além do mais, é graças ao povo doido que consome sem critério que as empresas têm lucro e temos a oportunidade de virar investidores. Viva a diversidade! Especialmente pra quem tá no grupo da minoria (euzinha) e vai tirar mais vantagem, hahahha.

E obrigada a todos os blogueiros que se dispõem a falar de finanças e me ajudaram nessa nova empreitada, sem o apoio de vocês eu certamente seria mais uma vítima da Poupança e continuaria sem perspectiva para o futuro, achando - como muitos - que o milhão é impossível de alcançar.

Abram os olhos, as oportunidades estão aí, basta ter conhecimento para aproveitá-las. Sucesso para nós e rumo ao milhão!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A maldição do empréstimo consignado

Dia desses, logo após receber o salário, conversando com algumas colegas de trabalho, uma delas estava com o holerite em mãos.

Estava feliz, pois finalmente parou de pagar uma dívida sem fim de um cartão de crédito que não usa há tempos. Algo a ver com juros abusivos e já ter pago o valor devido umas cinco vezes, etc.

Fico me coçando para conversar sobre finanças com as pessoas, mas sei que não dá, porém a curiosidade falou mais alto e aproveitei a deixa pra dar uma xeretada no holerite, rs.

Acontece que mais da metade, sim, eu disse MAIS DA METADE do salário dessa pessoa ela "não recebe". Pois está todo comprometido em parcelas de empréstimos consignados e/ou outros serviços descontados em folha.

E não para por aí. Ela não é a única. A outra colega que estava conosco disse que recebeu menos do que a primeira, tudo por causa de empréstimos também.


O que elas conseguiram sacar ao receber o salário. 

Só sei que absolutamente TODAS as pessoas que trabalham comigo têm empréstimos a pagar e reclamam como se não soubessem pra onde foi o dinheiro delas.

Falam de crise, que a coisa tá feia, que o salário é ruim. Mas todo mês compram coisas uma das outras "para o pagamento". Ou seja. Não têm dinheiro esse mês e já estão comprometendo o pouco que vão ter em mãos no mês seguinte.

Não sou exemplo de nada, tenho uma alma consumista que quando quer sucumbe à qualquer apelo marketeiro, mas gente. Assim não dá.

Eu vejo essas coisas e minha vontade é dar um sacode em toda essa gente. Sempre que eu posso dou uma ou outra dica: "não vai contar com INSS, hein? já tá planejando sua aposentadoria?", "Quanto você guarda por mês? Ah, não sobra? Mas é que você tem que guardar antes de pagar as contas" e assim vai. Espero que surta efeito.